O Sistema Interligado Nacional: Entenda o sistema de operação e transmissão de energia.

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O Sistema Interligado Nacional: Como funciona o sistema de operação e transmissão de energia elétrica no Brasil?

Você já se perguntou como a eletricidade chega na casa das pessoas? E como é controlado o processo de gerar, transmitir e distribuir energia elétrica no Brasil?

É de conhecimento fundamental que o Brasil tem como predominância o uso de usinas hidrelétricas para a produção de energia elétrica, e o maior desafio de países de grandes regiões como o nosso é como transmitir e distribuir essa energia para a população da forma mais eficiente possível. A partir disso, foi criado em 1998 o SIN – Sistema Interligado Nacional – que coordena e controla esses meios de geração, produção e distribuição de energia elétrica. O mapa abaixo irá mostrar as linhas de transmissão do país.

Detalhes das linhas de transmissão de energia elétrica no mapa nacional. Fonte: CEMIG       


O mapa mostra como, apesar de complexo, o sistema de distribuição de energia do Brasil é interligado: apenas 1,7% da capacidade de produção de eletricidade do país encontra-se fora do SIN, localizados principalmente na região amazônica. São mais de 170 mil quilômetros de linhas de transmissão. O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem essa característica de ser praticamente toda interligada.

O Sistema Interligado Nacional traz várias vantagens para a distribuição de energia. Tais elas são:

·         Aproveitamento da sazonalidade das chuvas: Os períodos de chuva diferem de acordo com as regiões do país, alguns lugares chovem em uma época, outros lugares chovem em outra época. Como o sistema de geração é hídrico, é necessário ter um sistema interligado para garantir o equilíbrio de produção e transmissão.

·         Confiabilidade do sistema que diminui as interrupções de energia: se acontecer uma falha ou um erro em uma linha de transmissão, o sistema interligado consegue redirecionar energia elétrica para certos pontos, garantindo que menos pessoas sejam afetadas por um possível apagão por menos tempo possível.

Também a nível de confiabilidade, vale ressaltar os inúmeros casos de apagões e blecautes dos Estados Unidos, por exemplo. O sistema de produção e transmissão dos EUA é basicamente dividido em 3 grandes sistemas separados, ou seja, não interligados. A exemplo do nível de confiabilidade baixa desse país, o blecaute ocorrido em agosto de 2003, que atingiu mais de 45 milhões de pessoas, durou várias horas, e em algumas das regiões chegou a durar cerca de 90 horas. Se o sistema de distribuição fosse totalmente interligado, poderia, como citado anteriormente, ocorrer uma distribuição em pontos das falhas.


 
Linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional. Fonte: Agência Brasil

 O Sistema Interligado Nacional trabalha em conjunto com a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), e esse conjunto possui algumas atribuições para o processo de geração, transmissão e distribuição de energia: O detalhamento, planejamento e programação da operação, em que é verificado as regiões de maior demanda, como por exemplo, a proposição de ampliação e reforço da rede básica, e o estudo de segurança operacional, em que é analisado a manutenção do sistema elétrico, mantendo-o funcionando com o menor tempo de interrupção possível.

No final do artigo, será possível encontrar a resolução normativa realizada pela ANEEL.

Infelizmente, devido à complexidade do Sistema Interligado Nacional, as tarifas acabam se tornando mais caras, tornando a conta de energia um pouco mais salgada. Porém, a LUMUS Engenharia tem um leque de serviços que podem ajudar a melhorar o preço da sua conta. Gostaria de marcar uma reunião com um de nossos gerentes para conhecer nossos serviços? Nosso diagnóstico é totalmente gratuito, oferecendo soluções energéticas para o seu estabelecimento! Entre em contato e fique um passo a frente da concorrência.

Link da resolução normativa realizada pela ANEEL : http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2014622.pdf

Por Felipe Rocha

 


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